A palavra “liberdade” tem a sua origem do latim libertas, que corresponde ao estado de quem não é escravo. Desde que eu me entendo por gente, vejo a humanidade tentando aterrizar nas asas da liberdade. Muitos alçam voos de águia, outros não conseguem nem voar, vivem acorrentados e aprisionados pelas mazelas sociais. Vivemos as metáforas da liberdade: ” Sou livre como um pássaro”. E aqui me refiro à liberdade sob a ótica do Direito Natural com a tutela do Estado na preservação desse direito fundamental. A palavra liberdade esteve presente em vários momentos de nossa história e fruto de várias revoluções, como por exemplo a Conjuração Mineira, também conhecida como Inconfidência Mineira que resultou na seguinte inscrição na bandeira do estado de Minas Gerais : libertas quae será tamen, cuja tradução significa liberdade ainda que tardia.
Carregamos a liberdade em vários comentos da nossa vida, como no grito preso das comemorações, como no sonoro é “GOOOL”, nos jogos da seleção; também na brisa no rosto ao caminhar sem hora para voltar… na liberdade de ir e vir, mas sem saber se voltaremos e em segurança, enfim, estamos vivemos a cultura das metáforas da liberdade, inatingível na sua essência.
Recorro-me aqui ao pensamento teológico de Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho que de forma maestral desde a Idade Média buscou vasto aprimoramento sobre o tema.
, O historiador e filósofo contemporâneo com doutorado pela universidade de Varsóvia, Leszek Kolakowski , em sua obra “Sobre o que nos perguntam os grandes filósofos” aborda um capítulo voltado ao pensamento teológico de Santo Tomás de Aquino, que viveu no século XII, entre 1225 a 1274, na denominada baixa Idade Média, historicamente compreendida entre os século X e XV.
O polonês Kolakowski ao interpretar Santo Tomás de Aquino foi um pensador que ultrapassou as expectativas de sua época, porque busca explicar a ordem temporal e a eterna que evidenciam a natureza humana.
Durante toda a existência humana, a liberdade humana é fruto de muitos conflitos, de muitas guerras, mas por que tanto suor e sangue derramado para a pragmatização de um direito fundamental?
O filósofo e teólogo Santo Agostinho (354-430 D.C.),brilhantemente em sua obra “Confissões” declarou que, em si, o mal é apenas uma consequência da ausência do bem. “O mal não existe em si, é a consequência da ausência do bem moral”
Que possamos refletir como está o caminhar de nossa liberdade, conforme as nossas condutas e a nossa nata essência!

