A espécie humana é a maior predadora de si mesma: A única que se corrompe e contamina os demais homens com caráter putrefato. E para se proteger da contaminação e reprovação social, o homem cada vez mais, aprisiona-se em suas muralhas interiores, aprisionados no seio da sua liberdade.
O homem por excelência é escravo de si próprio. Escravo do seu ego, do medo, da aprovação social, do sistema…Já dizia Sêneca: ” É livre quem deixou de ser escravo de si mesmo“.
Vivemos num mundo cada vez mais petrificado pela massa. Encontra-se quase em extinção a espécie de indivíduos( aqueles que têm independência no pensar, que sabem distinguir o que é mais prudente para si e para a coletividade, através do exercício do pensar).
O pensamento de John Dryden é motivador:” Força de ânimo e coragem na adversidade servem para conquistar o êxito, mais do que um exército.” É nas adversidades que devemos buscar as forças advindas de Deus, para sairmos de nossas prisões interiores e sermos libertos das iniquidades humanas.
Lamentavelmente vivemos num mundo de vitrines da moral, da verdade, do amor, da solidariedade… E gradualmente, tais “itens” tem se tornado escassos das prateleiras da humanidade que vive aprisionada em si própria. Sociedade putrificada, carente das migalhas da aprovação social e de suas majestades.
A merchandising da liberdade domina o meio, onde negocia-se com quem vive ao “som da liberdade humana”. Jaz a liberdade humana. Ao som da mediocridade de homens pútridos, a sociedade caminha em passos largos, alimentando-se apenas dos ruídos da liberdade.
Enquanto isso, vamos sendo acalentados pelos sons de quem voa rumo a liberdade. E para finalizar este texto, deixo uma reflexão de Epicteto:
“Se você busca a liberdade, aprenda a desprezar a aprovação alheia”.